sábado, 22 de outubro de 2011

Com base no que você estudou sobre as tecnologias na educação, como você vê as possibilidades de interação pedagógica em ambiente de aprendizagem virtual, como por exemplo, nos Fóruns de discussão, nesta disciplina?


Uma das dificuldades em ambiente de aprendizagem virtual é a interação pedagógica. As crianças e os jovens, nos dias de hoje, nasceram com a tecnologia, mas muitas escolas ainda não entenderam isso e acabam usando a tecnologia de forma errônea e não instruem de forma correta.

Segundo o Prof. Dr. José Manuel Moran, tanto na educação a distância acadêmica como na corporativa é importante organizar processos de ensino-aprendizagem adaptados a cada tipo de curso, a cada tipo de aluno. Muitos alunos têm dificuldade de trabalhar sozinhos só com o computador, sem interação. Quanto mais adulto e avançado no nível de aprendizagem, mais o aluno está pronto ou para a aprendizagem individualizada ou para a colaborativa. Ele ainda cita que para os alunos em nível de graduação, o aconselhado é o sistema semi presencial, pois estes ainda são muito sensíveis. Para os profissionais que procuram especialização e não têm muito tempo livre, já é melhor o curso não presencial e que não exija horário fixo.

Devemos lembrar que o ambiente de aprendizagem virtual não se difere muito do presencial ao nos referirmos sobre a motivação em relação aos tutores ou professores para com os alunos. Moran, em entrevista à Anhanguera Educacional, disse o seguinte a respeito da motivação:

O professor não pode falar de forma muito genérica, tem que falar de forma muito mais direta, tocando a vida do aluno, contando histórias que façam sentido. Então essa falta, às vezes, de comunicação, ela prejudica e o professor fica falando, falando, mas ele não fala para aquele aluno, ele fala geral, para uma classe. Ele tem que falar para cada aluno, o aluno tem que sentir-se tocado, sentir-se atingido.

Então, por que não usarmos este conhecimento para o ambiente virtual? Nos dias de hoje, os alunos vivem no ambiente virtual para socialização, entretenimento e aprendizagem. Seria muito mais fácil conquistar o interesse dos alunos usando exemplos para sua vida prática, mostrando que o conteúdo da sala de aula pode ser aplicado na vida real, pode acrescentar em sua intelectualidade, em seu poder crítico, de persuasão e filosófico. Podemos fazer isso, não é difícil quando queremos, temos que acreditar.

Dan Tapscott, em A hora da geração digital, cita que o jovem da Geração digital é mais esperto, rápido e tolerante à diversidade; ele fala ao telefone, ouve música, estuda, lê uma revista e assiste televisão, tudo ao mesmo tempo; é mais apto a se auto-organizar do que seguir um líder; prefere o aprendizado personalizado ao padronizado; e prefere aprendizado colaborativo ao individual. Este livro resulta de pesquisa com dez mil integrantes da Geração Internet em todo o mundo. Como educadores e pedagogos, temos que usar isto ao nosso favor.



Referências bibliográficas


Tapscott D., A hora da geração digital, editora Agir, 2010;
http://www.eca.usp.br/prof/moran/tendencias.htm (9 of 23) [2/12/2010 16:14:16] Tendências da educação online no Brasil – Moran;
http://www.youtube.com/watch?v=vEXeevWJANE&feature=related Tecnologia aplicada à Educação - Parte 1, acessado em 21 de outubro de 2011 às 17:00.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A EAD pode ajudar a resolver os graves problemas educacionais do Brasil?

         Para responder esta pergunta, devemos lembrar que o Brasil é continental, ou seja, é um país com expansão de um continente, que a diferença de renda da população é gritante, enquanto alguns são milionários outros morrem de fome e que sua grande maioria é pobre. Acredito que a Educação a Distância soluciona alguns problemas, como o difícil acesso a sala de aula em um horário específico, nem todas as pessoas conseguem, seja por locomoção ou por indisponibilidade de tempo, por exemplo, mas apenas as pessoas que tem acesso ao computador são privilegiadas, algumas mais ainda, pois determinados cursos necessitam de conexão com a internet, salvo o caso em que o curso é feito por correspondência. Neste problema ela não ajuda, por exemplo, a população que mora no Norte e que não pode ir a escola porque o rio está cheio e a embarcação que serve como transporte é cara e ela não tem computador ou apostila em que substitui a aula que acabara de perder. Mas por que ela não usa o livro didático? Se fosse para usá-lo sem a instrução do professor, o aluno não precisaria de professor.
          Pensando somente nos que tem acesso a Educação a Distância, vemos que é uma ótima opção para quem tem a disciplina de se policiar para concluir o curso com êxito. Pela visão de quem oferece o curso, também é uma boa opção, pois “há uma economia porque enquanto na educação presencial você investe em deslocamento, passagem, hospedagem, alimentação desse empregado com a EAD você tem um investimento inicial maior, mas que ele se dilui com o passar do tempo pelo número de empregados que ele atinge”, segundo Ana Claudia Freire, gerente de tecnologia educacional da Vale, em entrevista ao Jornal Nacional.
          Então acredito que a resposta para o questionamento é sim, a EAD pode ajudar a resolver os graves problemas educacionais do Brasil, desde que o curso cumpra as exigências do MEC, tenha pólos com profissionais capacitados, computadores com internet, biblioteca, material didático de qualidade, professores de plantão e as provas feitas em sala de aula. Desta maneira a educação poderá alcançar um público maior, ajudando e muito além da formação da sociedade, no crescimento do país.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"O Analfabeto Político" - Bertolt Brecht


Como podem perceber, criei uma nova página neste blog, a Exemplos práticos de Educação a Distância, mas senti falta de um assunto, a política. Vivemos em uma sociedade política, então como deixar de debatê-la, não é verdade?
Então, para este fim, posto este vídeo, "O Analfaeto Político" de Bertolt Brecht (1898- 1956).





terça-feira, 20 de setembro de 2011

COMEÇO, MEIO E ATUALMENTE

Quando tudo começou?
Apesar de parecerem novos, os cursos a distância já existem desde 1890 na Alemanha e desde 1881 na Universidade de Chicago, que oferecia um curso da língua hebraica por correspondência. Há documentos que provam que já no início do século XX existiam produções de filmes educacionais e também transmissões radiofônicas, todas nos Estados Unidos.



Mas... E enquanto ao Brasil?
No Brasil essa prática só chegou com força em 1937 com a criação do Serviço de Radiodifusão Educativa, do Ministério da Educação; o esquema era trazer aulas no rádio que eram acompanhadas por material impresso. A primeira empresa particular a trazer o serviço de ensino a distância foi o Instituto Monitor, que desde 1939 já atendeu mais de 5 milhões de pessoas.
O Instituto Universal Brasileiro, que foi criado em 1941, até hoje tem uma gama imensa de alunos por correspondência que aprendem novas profissões por meio de material impresso e, recentemente, fitas de vídeo. Com o foco na formação técnica, o IUB, que atualmente conta com 200 mil alunos, já atendeu durante toda a sua história mais de 4 milhões de pessoas.
Estes dois, o Instituto Monitor e o Instituto Universal Brasileiro, foram os únicos que sobreviveram com suas empresas desde o começo e estão ativos até hoje. Com a advinda da televisão, em 1948, logo surgiram novas chances de transmitir conhecimentos e em 1965 o poder público criou a TV Educativa. Em 1997, foi criada a Fundação Roberto Marinho que, em 1980 colocou no ar o Telecurso 1º e 2º graus. Em 1995, o nome passou a ser Telecurso 2000, nos dez anos seguintes o curso, que ensina as matérias do ensino fundamental e médio via programas de televisão e apostilas impressas, já formou 4 milhões de pessoas.



E o reconhecimento pelo MEC?

         A regulamentação veio pelo decreto n° 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, revogado pelo decreto nº 5.622, de 2005. O que permitiu o surgimento dos primeiros cursos regidos por lei no Brasil, em 1999.
        Para saber se o curso é reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura é simples, basta acessar o link aqui, oferecido pelo próprio, onde há um sistema de consulta para as instituições credenciadas para Educação a Distância e pólos de apoio presencial.