Uma das dificuldades
em ambiente de aprendizagem virtual é a interação pedagógica. As
crianças e os jovens, nos dias de hoje, nasceram com a tecnologia,
mas muitas escolas ainda não entenderam isso e acabam usando a
tecnologia de forma errônea e não instruem de forma correta.
Segundo o Prof. Dr.
José Manuel Moran, tanto na educação a
distância acadêmica como na corporativa é importante organizar
processos de ensino-aprendizagem adaptados a cada tipo de curso, a
cada tipo de aluno. Muitos alunos têm dificuldade de trabalhar
sozinhos só com o computador, sem interação. Quanto mais adulto e
avançado no nível de aprendizagem, mais o aluno está pronto ou
para a aprendizagem individualizada ou para a colaborativa. Ele ainda
cita que para os alunos em nível de graduação, o aconselhado é o
sistema semi presencial, pois estes ainda são muito sensíveis. Para
os profissionais que procuram especialização e não têm muito
tempo livre, já é melhor o curso não presencial e que não exija
horário fixo.
Devemos lembrar que
o ambiente de aprendizagem virtual não se difere muito do presencial
ao nos referirmos sobre a motivação em relação aos tutores ou
professores para com os alunos. Moran, em entrevista à Anhanguera
Educacional, disse o seguinte a respeito da motivação:
O professor não
pode falar de forma muito genérica, tem que falar de forma muito
mais direta, tocando a vida do aluno, contando histórias que façam
sentido. Então essa falta, às vezes, de comunicação, ela
prejudica e o professor fica falando, falando, mas ele não fala para
aquele aluno, ele fala geral, para uma classe. Ele tem que falar para
cada aluno, o aluno tem que sentir-se tocado, sentir-se atingido.
Então,
por que não usarmos este conhecimento para o ambiente virtual? Nos
dias de hoje, os alunos vivem no ambiente virtual para socialização,
entretenimento e aprendizagem. Seria muito mais fácil conquistar o
interesse dos alunos usando exemplos para sua vida prática,
mostrando que o conteúdo da sala de aula pode ser aplicado na vida
real, pode acrescentar em sua intelectualidade, em seu poder crítico,
de persuasão e filosófico. Podemos fazer isso, não é difícil
quando queremos, temos que acreditar.
Dan Tapscott, em A
hora da geração digital, cita que o jovem da Geração digital é
mais esperto, rápido e tolerante à diversidade; ele fala ao
telefone, ouve música, estuda, lê uma revista e assiste televisão,
tudo ao mesmo tempo; é mais apto a se auto-organizar do que seguir
um líder; prefere o aprendizado personalizado ao padronizado; e
prefere aprendizado colaborativo ao individual. Este livro resulta de
pesquisa com dez mil integrantes da Geração Internet em todo o
mundo. Como educadores e pedagogos, temos que usar isto ao nosso
favor.
Referências
bibliográficas
Tapscott D., A
hora da geração digital, editora
Agir, 2010;
http://www.eca.usp.br/prof/moran/tendencias.htm
(9 of 23) [2/12/2010 16:14:16] Tendências da educação online no
Brasil – Moran;
http://www.youtube.com/watch?v=vEXeevWJANE&feature=related
Tecnologia aplicada à Educação - Parte 1, acessado em 21 de
outubro de 2011 às 17:00.
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